terça-feira, 21 de outubro de 2014

Maratona de resenhas: como me saí + resultado da promoção

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     Olá pessoal, tudo bem? Por ter muitos livros lidos e ainda não resenhados, no dia 10 de outubro, lancei um desafio para mim: postar uma resenha por dia durante uma semana. Expliquei tudo no post Maratona de Resenhas: 1 resenha por dia, e você pode ganhar 1 livro.
     Consegui cumprir minha meta, o que me deixou bem contente. Escrevi resenhas como nunca (e fiquei satisfeita com a maioria delas), tive que me organizar e planejar para isso. Mas valeu a pena.
     Acho que Filhos da Senzala foi a melhor que escrevi, Tamanho não importa foi a mais fácil, Garota Replay me deu a alegria de ser lida pela autora (que disse que adorou :) !), Esmeralda foi a mais acessada, Os 13 porquês foi a mais difícil e Perdão, Leonard Peacock foi a que teve mais trechos do livro.

     Como escrever é bom, mas escrever e ser lido é melhor ainda, chamei os leitores para me acompanharem na maratona, desafiei-os a comentarem em todas as resenhas e concorrerem a um dos livros da semana.
     Onze leitores se inscreveram, e apenas 4 chegaram até o final e comentaram em todas as 7 resenhas. Foram eles: Aline Moreira, Ashe, Beth e Sil. Como dito no regulamento da promoção, os 4 nomes foram listados em ordem alfabética e um número foi sorteado, a ganhadora é a Sil, que poderá escolher um dos livros resenhados para ganhar (Sil, você tem 10 dias para responder o e-mail que te mandei solicitando endereço de entrega e nome do livro escolhido, ou o sorteio será refeito). 


     Quero agradecer todo mundo que me acompanhou durante a semana, que se inscreveu na promoção, que leu e comentou nas resenhas, que deixou sugestões, dicas e críticas construtivas. Eu li todos os comentários e vou responder um por um. Quero agradecer especialmente Aline Moreira, Ashe, Beth e Sil que se esforçaram para comentar em todas. Se tivesse condiçõe$, premiava os quatro.
     Se quando o final do ano estiver próximo, eu ainda tiver muitos livros lidos e não resenhados, pretendo fazer uma nova maratona. Blogueiros que tiverem vontade de fazer uma maratona, sintam-se a vontade e saibam que é dá certo. Estou com algumas ideias de outras promoções para presentear os leitores mais participativos, aguardem!
     Alguns avisos: a promoção que vai sortear 2 kits do livro "A Lenda" está quase no fim, se ainda não participou, clique aqui; e tem sorteio da trilogia "A Seleção", clique aqui para participar.
     Me contem: o que acharam do Pétalas de Liberdade ter sido atualizado todos os dias? Gostaram mais de qual resenha?
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sábado, 18 de outubro de 2014

Resenha: livro Perdão, Leonard Peacock, Matthew Quick

     Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "Perdão, Leonard Peacock", escrito por Matthew Quick e publicado no Brasil pela editora Intrínseca. Já adianto que esta será uma resenha cheia de citações do livro, precisava guardá-las e também compartilhá-las!

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     No dia de seu aniversário (não me recordo se de 17 ou 18 anos), Leonard Peacock acorda decidido a pegar a velha pistola de seu falecido avô, matar seu colega de escola e ex-melhor amigo, Asher Beal, e se matar depois.
     Leonard mora sozinho, seu pai fugiu e sua mãe se mudou por causa do trabalho e do novo namorado. Leonard tem poucos pessoas de quem gosta, muitas mágoas e desacredita totalmente num futuro melhor.
     "Essas pessoas que chamamos de mamãe e papai nos trazem para o mundo e, em seguida, não nos acompanham em nossas necessidades ou não nos dão qualquer resposta. No fim das contas, é cada um por si, e eu simplesmente não fui feito para levar esse tipo de vida." (página 149)
     Nem você, nem ninguém, garoto!

     Antes de matar Asher e de se suicidar, Leonard decide se despedir de seus quatro únicos amigos: o vizinho idoso, o colega de escola violinista, a garota cristã de quem ele gosta e Herr Silverman, o professor de alemão que está dando aulas sobre o Holocausto.
     Ao longo de capítulos curtos, acompanhamos esse dia de Leonard, na expectativa de descobrir se será ou não o seu último dia e o que o levou a tomar a decisão de matar seu ex-melhor amigo e se suicidar.

     Comecei a ler "Perdão, Leonard Peacock" logo após terminar "Os 13 Porquês" (Jay Asher). O fato de ter lido dois livros sobre o mesmo tema em seguida, certamente contribuiu para que eu estivesse mais preparada para o segundo, para que entendesse melhor o assunto. O que pode ou não ter tirado um pouco da emoção, não sei dizer.
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* Se me pedissem para indicar qual dos dois é melhor, eu diria para lerem ambos!

     "Ser diferente é bom. Mas ser diferente é difícil." (página 105)

     Leonard é um garoto inteligente, mas que já sofreu muito, tem traumas e poucos bom exemplos em que se inspirar. Ele até tentou procurar, mas não encontrou nada de bom no mundo.
     "Portanto, cada americano é livre para fazer o que quiser aqui neste grande país supostamente livre. Por que não usam sua liberdade para buscar a felicidade?" (página 43)

     Herr Silverman foi o personagem que mais gostei. Seria bom se tivéssemos mais pessoas assim no mundo, principalmente mais professores assim. Ele é diferente, se importa com as pessoas, quer que seus alunos pensem, quero tentar ser uma professora exatamente assim quando me formar.
     "Temos um código de vestimenta bem livre, e ainda assim vocês vestem praticamente a mesma coisa. Por quê? Talvez vocês sintam que é importante não se afastar muito da norma. Será que também não usariam um símbolo do governo se fosse importante e normal fazer isso? Se esse símbolo lhes fosse vendido do jeito certo? Se estivesse costurado nas grifes mais caras do shopping? Se fosse usado por astros do cinema? Pelo presidente dos Estados Unidos?” (página 45)

     Achei interessante o que Leonard disse para a garota que ele gostava, uma garota com valores bem diferentes das dele:
     "E eu meio que admirei você de pé na estação de trem, sozinha, entregando panfletos, tentando salvar as pessoas. Parecia tão interessante quando eu a conheci, e nunca havia conhecido alguém interessante desse jeito. Mas você não é assim na igreja, não há risco em ser cristão aqui, porque todo mundo é cristão também. Aqui você é apenas uma entre muitos, ao passo que na estação de trem você era única. E eu sou do tipo que gosta de pessoas únicas, e é assim que as coisas são, só isso." (página 121)

     No fim das contas, eu gostei de Leonard, mesmo não concordando com algumas atitudes e ideias dele, mas se fosse eu em seu lugar e tivesse passado por tudo que ele passou, crescido numa família sem estrutura psicológica nenhuma, se meu melhor amigo tivesse feito o que Asher fez com Leonard, será que não veria o mundo da mesmo forma que ele?
     "A maioria das crianças sai sem nem mesmo fazer contato visual, embora Herr Silverman tente se despedir individualmente de cada um.
     Isso faz diferença, podem acreditar, mesmo que os superidiotas da minha turma não saibam apreciar.
     Houve dias em que Herr Silverman foi a única pessoa a me olhar nos olhos.
     A única pessoa durante todo o dia.
     É uma coisa simples, mas coisas simples importam." (página 99)

     Me identifico e concordo com esse pensamento de Leonard:
     "Como medir o sofrimento?
     Quer dizer, o fato de eu viver em um país democrático não garante que minha vida seja livre de problemas.
     Longe disso.
     Eu entendo que sou relativamente privilegiado do ponto de vista socioeconômico, mas Hamlet também era, assim como um monte de gente infeliz.
    Eu aposto que existem pessoas no Irã que são mais felizes do que eu — que querem continuar a viver lá, independentemente de quem esteja no poder, enquanto eu sou infeliz aqui neste país supostamente livre e tudo o que quero é deixar esta vida a qualquer custo." (página 84)

     Um conselho para todos os adolescentes (e também para todas as pessoas) que estão passando por momentos difíceis:
     "Apenas aguente como puder e acredite no futuro. Confie em mim. Esta é apenas uma pequena parte de sua vida." (página 105)

     "Perdão, Leonard Peacock" termina de uma forma meio inesperada, fiquei pensando: "Como assim, acabou?". Mas depois de refletir, concluí que o livro retrata o que pode acontecer em um dia difícil, quando chegamos ao nosso limite, e o quanto um apoio pode ser importante num momento desses. A mensagem final é a de que precisamos aguentar firme, não podemos perder a cabeça num dia difícil, amanhã sempre poderá ser melhor.
     Posso falar por experiência própria, mesmo que hoje você sinta vontade de desistir, amanhã as coisas podem estar melhor. Alguns dizem que o fundo do posso é o final, outros dizem que quando se chega ao fundo do posso, o único caminho é subir.

     "Eu sei que você só quer que tudo acabe, que não consegue ver nada de bom em seu futuro, que o mundo parece escuro e terrível, e talvez você tenha razão, o mundo pode ser, definitivamente, um lugar apavorante.
     Eu sei que você mal está suportando.
     Mas, por favor, aguente mais um pouco.
     Por nós.
     Por si mesmo." (página 37)

     O livro tem algumas notas de rodapé com reflexões bem interessantes, as duas que mais gostei:
     41 - Os jovens são como passageiros cegos: simplesmente não veem o que vem pela estrada.
     42 - Você já pensou em todas as noites que viveu e das quais não consegue se lembrar de nada? Noites tão comuns que seu cérebro simplesmente não se dá o trabalho registrar. Centenas, talvez milhares de noites passam sem serem registradas pela nossa memória. Isso não deixa você maluco? Imaginam que sua mente pode ter registrado só as noites erradas? (página 110)

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Gostei dessa contracapa, mesmo sendo uma das ideias tresloucadas de Leonard!

     Eu gosto dessa capa, das cores, do fato de ter apenas letras e nenhuma ilustração. A diagramação é boa, com margens e letras te tamanho bons, as páginas são amareladas.

     Detalhes: 224 páginas, ISBN: 9788580573954, Skoob. Onde comprar online: Americanas, Submarino.

     "Contudo, certa vez depois da aula, quando estávamos conversando, Herr Silverman me disse que, quando alguém se destaca e se mantém em um padrão mais elevado, mesmo se isso beneficia os outros, as pessoas comuns se ressentem, principalmente porque não são fortes o bastante para fazerem o mesmo." (página 93)

     Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha. Alguém aí já leu "Perdão, Leonard Peacock" ou outro livro do Matthew Quick?

     Com este post, finalizo a Maratona de Resenhas: consegui cumprir minha meta e resenhar um livro por dia durante uma semana! Agradeço a todos que me acompanharam durante essa maratona. Pra quem estiver participando da promoção (que vai dar um dos livros resenhados para um dos comentaristas), os comentários podem ser feitos até amanhã. O resultado sai terça-feira.
     Tenham um bom final de semana!



   Este post faz parte da Semana da Maratona de Resenhas, deixando um comentário nele e nos outros posts participantes, você concorre a um dos 7 livros da imagem ao lado.  Leia o regulamento e faça sua inscrição (é só deixar um e-mail para contato no formulário) clicando aqui.



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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Resenha: livro Os 13 Porquês, Jay Asher

     Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "Os 13 Porquês", escrito por Jay Asher e publicado no Brasil pela Editora Ática em 2009. Fazia um bom tempo que queria lê-lo; a capa, o título e as indicações de outros leitores chamavam minha atenção.

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     A história é narrada por Clay Jensen, um adolescente que, ao voltar da escola, se deparou com uma caixa de sapatos na porta de casa. Dentro da caixa estavam sete fitas cassete. Cada fita era numerada dos dois lados, a última tinha o número 13 em um dos lados e nada do outro.
     Por curiosidade, Clay colocou a primeira em um velho aparelho de som. Para seu espanto, a voz que ele ouviu era de Hannah Baker, sua colega de escola. Hannah, a garota por quem ele era apaixonado, a garota que se suicidou algumas semanas antes!
     Na gravação, Hannah diz que contaria os motivos que a levaram a se matar, os 13 porquês. E quem recebesse as fitas estava na lista de responsáveis pela sua decisão de tirar a própria vida. Clay ficou aturdido, sem entender como podia ter alguma culpa, o que poderia ter feito de mal para Hannah? Para descobrir, ele teria que ouvir todas as fitas.
     Assim como ele, fiquei extremamente curiosa para descobrir em que fita Clay apareceria e o que ele tinha a ver com a morte de Hannah. Clay é um daqueles personagens adoráveis, um bom garoto, fácil de gostar por suas palavras e por seu jeito.

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     "Os 13 Porquês" me conquistou já na primeira página, talvez tenha a melhor primeira página de todos os livros que já li. Ao chegar na última linha, eu tinha certeza que queria ler o livro todo! Ele é muito fácil de ler, tem uma linguagem extremamente compreensível, a história tem agilidade, os capítulos curtos vão passando e quando você vê, o final já está chegando.

     "Acontece uma coisa estranha quando todo mundo concorda a respeito de algo - algo a seu respeito -, que revira o estômago." (página 37)

     A faixa etária dos personagens é uma das fases mais delicadas da vida, a adolescência traz tantas mudanças e a necessidade de aceitação é muito grande. Até pouco tempo eu era adolescente, então me lembro bem como era. Nas outras fases a convivência pode ser difícil, mas na adolescência é ainda mais.
     Por que uma garota tão jovem como Hannah se suicidou? Isso não é spoiler e eu posso e preciso contar. Hannah tirou a própria vida porque os outros foram matando-a por dentro primeiro, aos poucos, com a incompreensão e com o egoísmo. Porque não conseguiram ajudá-la. Porque preferiram acreditar em boatos e nas aparências ao invés de tentarem conhecê-la realmente.

     "Porque eu posso contar nos dedos de uma só mão– sim, apenas uma– com quantos caras eu fiquei. Mas vocês provavelmente pensavam que eu precisaria das duas mãos e dos pés,só para começar,certo?" (página 182)

     Durante a leitura, refleti sobre meu passado: será que em algum momento eu não agi ou vi alguém agindo como os algozes de Hannah? Será que eu não poderia ter sido responsável por decisões extremas de outras pessoas que estivessem tão fragilizadas quanto Hannah? Quantas vezes eu levei em consideração atitudes ou palavras de pessoas que não era para levar? Quantas pessoas feriram meus sentimentos e quantas eu feri, será que esses ferimentos poderiam ter sido mortais? Para a personagem do livro foi!

     "Acho que você faz isso de propósito, Courtney. É por isso que está nestas fitas. Para você ficar sabendo que o que faz afeta os outros. Especificamente, afetou a mim." (página 83)

     Creio que todo mundo deveria ler "Os 13 Porquês", principalmente os adolescentes. Repito que é uma leitura fácil, apesar do tema. No final do livro tem uma entrevista com o autor, onde ele conta que uma garota lhe disse que ler "Os 13 Porquês" fez com que ela quisesse ser uma pessoa maravilhosa. E foi assim que eu me senti também, com vontade de ser uma pessoa melhor para os outros.
     As minhas expectativas eram altíssimas, mas a história (narrada por Clay e através das fitas de Hannah) é basicamente o que o título diz: 13 motivos, nada mais que isso. Adoraria que tivesse mais páginas para que eu pudesse conhecer melhor os outros personagens, o que aconteceu na vida deles antes e depois das fitas. O final deixou um gosto de quero mais e ao mesmo tempo uma sensação de satisfação, me identifiquei com muitas partes do livro e foi maravilhoso poder lê-lo. 

     Um conselho valioso e que deveríamos seguir:
     "a questão é que, quando você faz alguém se sentir ridículo, você tem de assumir a responsabilidade pela ação de outras pessoas que tomam isso como pretexto." (página 48)

     No final do livro, tem uma entrevista com o autor. Dá para lê-la completa no blog Capítulos dos Sonhos, eu sugiro que vocês leiam mesmo que ainda não tenham lido o livro: Entrevista com Jay Asher (vou colocá-la na fan page mais tarde). Deixo na resenha uma das respostas do autor que considerei bem importante.

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     "Depois de tudo que eu contei nestas fitas,de tudo o que ocorreu,fiquei pensando em suicídio. Na maioria das vezes, era apenas um pensamento passageiro.
     Eu queria morrer.
     Pensei nessas palavras muitas vezes. É algo difícil de dizer em voz alta. É ainda mais assustador quando você sente que pode estar falando sério." (página 217)

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     Gosto dessa capa, pelas cores e pela imagem da fita que tem a ver com a história. A diagramação é boa: folhas amareladas, tamanho bom de margens, espaçamento e letras. Pelo que eu saiba, o autor só tem mais um título publicado no Brasil: "O Futuro de Nós Dois", escrito em parceria com Carolyn Mackler, uma pena, já que a escrita dele é tão boa.

     Durante a leitura, me lembrei do livro "Quem é você, Alasca?" (John Green) algumas vezes, não que a história fosse parecida, mas ambos passam uma mensagem sobre a consequência que nossas ações tem. Falarei sobre isso em outro post.
     "Ninguém sabe ao certo impacto tem na vida dos outros. Muitas vezes não tem noção. Mas forçamos a barra do mesmo jeito." (página 135)

     Resumindo: "Os 13 porquês" é um livro de leitura rápida e fácil, o título é um resumo da história (cuidado com as expectativas!), aborda de forma clara um assunto que ainda é tabu para alguns, nos faz pensar sobre a consequência das nossas ações e olhar para as outras pessoas de forma diferente.

     Detalhes: 256 páginas, ISBN: 9788508126651, tradutor: José Augusto Lemos, Skoob.Onde comprar online: Cultura.

     Espero que vocês tenham gostado da resenha. Não foi fácil falar sobre "Os 13 porquês" de forma que as palavras transmitissem o espírito da obra. Alguém aí já leu o livro?



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quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Resenha: livro "A Mulher do Tenente Francês", John Fowles

     Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "A Mulher do Tenente Francês", escrito por John Fowles.

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     A história se passa na Inglaterra, começa em 1867, durante a Era Vitoriana, uma época cheia de regras e normas rígidas de conduta. Charles era um cientista amador, de origem nobre. Ele tinha trinta e poucos anos e estava noivo de Ernestina, filha de um rico comerciante e mais ou menos dez anos mais jovem que ele. Ernestina foi passar alguns meses na casa de sua tia, numa pequena cidade a beira mar. Charles acompanhou a moça na viagem.
     Na cidadezinha, ele conheceu Sarah Woodruff , uma mulher misteriosa, sem família, considerada louca por alguns e uma mulher perdida e pecadora por outros.
      A fama de Sarah se dava por, pouco tempo antes, ela ter fugido para se encontrar com um tenente francês que passara algum tempo na cidade. Ninguém sabia ao certo o que aconteceu, o fato é que ela voltou para a cidade em poucos dias, mas sua honra já estava arruinada e seu nome na boca do povo.
     Sarah era bonita, parecia mais culta que boa parte da cidade, mas depois da desilusão por que passou, vivia triste, beirando a loucura. Ela e Charles se esbarraram algumas vezes. O nobre rapaz sentia uma necessidade de fazer alguma coisa por ela, de ajudá-la a se livrar da depressão e começar uma nova vida em algum lugar onde ela pudesse ser feliz longe de seu passado. Sarah lhe pediu ajuda desesperadamente, por ser uma pessoa de fora daquele grupo de mente tão fechada, ele parecia ser o único que talvez pudesse ajudá-la.
     Com essa aproximação, Charles se apaixonou perdidamente por Sarah. Por ela, ele seria capaz de jogar pro alto o futuro sem graça que parecia o aguardar se casasse com a ingênua Ernestina. Sua vida virou de cabeça para baixo!

     "— Oh, meu caro Grogan, se soubesse o horror que era a minha vida... inútil... sem objetivo. Não tenho convicções morais, nenhum senso de dever para com coisa alguma. Parece-me ter sido ontem que completei vinte e um anos, cheios de esperanças... todas destroçadas. E agora me vejo envolvido nesse caso infeliz..." (página 210)


     "A mulher do tenente francês" é um livro com três finais, vocês já viram uma história assim? Foi isso que fez com que eu me interessasse por ele. Mais ou menos na metade do livro tem um, e os outros dois são nos últimos capítulos. Assim, o leitor pode literalmente escolher como gostaria que a história acabasse. Esse não é o único diferencial do livro, o narrador volta e meia parece conversar com o leitor sobre o que ele está contando. Como se para não nos deixar esquecer que é tudo ficção.

     "Não sei. A história que estou contando é pura imaginação. Os personagens que crio nunca existiram senão na minha mente. Se tenho fingido até agora estar a par das ideias e pensamentos mais íntimos de meus personagens é porque estou seguindo (assim como adotei seu vocabulário e sua "voz") uma convenção universalmente aceita à época de minha história, ou seja, que o romancista está colocado na mesma posição de Deus. Ele pode não saber tudo, mas procura fingir que sabe. Vivo, porém, na era de Alain Robbe-Grillet e Roland Barthes, e se isto aqui pode ser chamado um romance, jamais será um romance na moderna acepção do termo." (página 92)

     Mesmo com os três finais, nenhum deles me aquietou totalmente depois de tudo o que Charles sofreu por amor, terminei a leitura com uma pena enorme dele! Pensei por dias, e só consigo acreditar que o verdadeiro mocinho da história é Charles e não Sarah. Me parece que o desafio da história é tentar entender o que se passa na cabeça da " mulher do tenente francês", o que fez Sarah agir como agiu e tomar as decisões que tomou.
     "A mulher do tenente francês" foi um livro que fui gostando aos poucos, bem aos poucos mesmo, até estar apaixonada por ele (ou pelo Charles?) no final. A edição que li é de 1982, por isso tem uma linguagem um pouco complicada de entender, além de a história ter muito mais descrições (principalmente dos cenários) do que acontecimentos.

     "A morte não está na natureza das coisas. Ela é a natureza das coisas. Mas o que morre é a forma. A matéria é imortal. Através dessa sucessão de formas ultrapassadas que nós chamamos de existência, flui uma espécie de vida permanente." (página 275)


      Eu particularmente não achei essa capa bonita (nem nenhuma das capas das outras edições). Quanto a diagramação, essa edição da Editora Record tem folhas amareladas e finas, as margens e a  fonte tem um bom tamanho.Tem uma outra edição mais recente e com outra tradutora, de 2008, pela editora Alfaguara.

     Meu trecho favorito:
     "(...)uma tendência para fazer justiça pelas próprias mãos — um método que sempre transforma o juiz num carrasco..."  (página 401)

     Detalhes: 430 páginas, ISBN: 9788560281374, tradutora: Regina Regis Junqueira, Skoob. Onde comprar online: AmericanasSubmarino (edição da Editora Alfaguara).

     Gostaram da resenha? Espero que sim. O que acham de um livro com finais diferentes?


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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Resenha: livro "Esmeralda", Cida dos Santos

     Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "Esmeralda", escrito por Cida dos Santos e publicado pela Editora Arwen.

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     Esmeralda é um livro com uma proposta diferente, ao misturar prosa e poesia. A história em si é relativamente simples, se passa em um acampamento de ciganos, onde tem rodas de música ao anoitecer. Um cigano de voz forte, chamado de imperador, toca sua viola e convida Esmeralda para contar suas histórias para o grupo. Esmeralda é uma bela cigana, que aceita o convite e vem dançar e declamar alguns versos para os ouvintes.

"Mulher! Agora nos conte:
Fale sobre seus mistérios,
Nos revele essa questão:
Porque deposita tanto ouro
Dentro deste caldeirão?"
(página 40)

     Em seus poemas, Esmeralda fala sobre as belezas do mundo, sobre a liberdade, sobre o amor, e principalmente sobre a vida. O imperador também a acompanha e faz algumas declamações.

     "Quando suas palavras são sinceras e possuem amor, minha bela, elas não somem pelo mundo. Os ventos as levam para os ouvidos daqueles que sabem ouvir e penetram direto em vossos corações." (página 52)

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     Além da forma diferente de contar a história, o que me chamou a atenção inicialmente foi a capa do livro. E ela é ainda mais bonita pessoalmente. As fotos dessa resenha infelizmente não conseguem captar toda a beleza e a riqueza de detalhes da capa. Se eu tivesse escrito um livro, independente de sobre o que fosse ele, queria que a capa fosse essa! 
     A diagramação é ótima, com margens, espaçamento e letras de bom tamanho. As folhas são amareladas e tem uma textura grossinha.
     Em cada passagem de capítulo, na parte de cima da página, tem uma ilustração de flor (como a da foto abaixo) e um caldeirão; na parte de baixo de todas as páginas tem florzinhas, são detalhes que encantam os olhos e nos ajudam a nos imaginarmos ao lado da bela Esmeralda, do imperador no ambiente em que eles estão. Um belíssimo trabalho da Editora Arwen!

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     O livro é pequeno, tem só 134 páginas, e pode ser lido rapidamente. Eu, que leio poucos livros de poesia e sou apaixonada por histórias, adoraria que tivesse mais páginas, para que a parte da prosa ocupasse um espaço maior.
     Quem me acompanha no Instagram, deve ter visto a foto que postei quando "Esmeralda" chegou (se não viu, clique aqui). Dentro de uma caixinha preta, bem embalado, estava o box (foto abaixo) com marcadores, penduradores de porta com a mensagem "Não Perturbe! Estou lendo. " (Super útil!) e as duas edições do livro. Pelo que entendi, a autora Cida dos Santos lançou em 2001 um livro de poesias com o nome de "Caldeirão de Bruxa"; e agora em 2014, juntou a história de Esmeralda aos poemas e lançou essa segunda edição pela Editora Arwen.
   
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     Para quem tiver se interessado pelo box, ele é vendido na loja da editora, vem com marcador e pendurador de porta e tem um precinho super em conta. Para comprar, é só clicar aqui.

     Detalhes: Skoob, gênero: Romance | Poemas. Editora Arwen: página no facebook, twitter: @EditoraArwen.

     Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha. Deixo meu agradecimento a Editora Arwen por ter disponibilizado o livro.

     Esta é a resenha número 4 do meu desafio, já passei da metade da minha meta; obrigada por estarem me acompanhando.



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terça-feira, 14 de outubro de 2014

Resenha: livro "Garota Replay", Tammy Luciano

     Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "Garota Replay", escrito pela Tammy Luciano e publicado pela Editora Novo Conceito.

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     A história se passa na cidade do Rio de Janeiro, o que me agradou logo de cara. Thizi (durante quase todo o livro, fiquei curiosa para saber se esse era um apelido ou um nome de verdade) era uma jovem meio sem rumo na vida: de vinte e poucos anos, não estudava nem trabalhava, morava com uma empregada no apartamento dos pais que viviam viajando.
     Thizi era constantemente traída por Tadeu, seu namorado; até que o melhor amigo dela, Tito, fotografou uma dessas traições e Thizi teve uma prova concreta da falta de caráter do namorado. Ela e Tito se conheciam desde a adolescência, ele era seu melhor amigo, uma das pessoas a quem ela mais amava. Por causa da história da foto, Tito resolveu se afastar de Thizi, e aí ela ficou sem chão. Sem os pais, sem o melhor amigo, traída pelo namorado e exposta publicamente, com o nome na boca dos fofoqueiros. Sua vida estava uma bagunça.

     "Muitas vezes tentei fazer Tadeu agir como Tito. Belas tentativas inúteis. Ninguém será alguém que jamais foi." (página 64)

     Uma noite, ela resolveu sair sozinha e foi a uma boate, para tentar se divertir e espairecer. Lá, ela viu uma garota igual a ela. Não era parecida, era igual! Como se fosse uma garota replay da Thizi. Como podia existir uma outra Thizi? Será que ela tinha uma irmã gêmea? Ou um clone?
     Na tentativa de solucionar esse mistério que a atormentava, ela e Tito foram se reaproximando e a relação deles começou a mudar. Tito, um amigo super bacana, jamais deixaria de ajudar Thizi numa situação dessas, mesmo sem entender direito a história. Thizi percebeu que amizade e amor eram sentimentos que se misturavam quando ela pensava em Tito.

     "Adiei um amor com medo de ser tão bom que pareceria ruim e aceitei namorar um cara que não gostava de mim pela facilidade de manter uma relação superficial e com pouca ternura. Como somos capazes de traçar pequenas infelicidades por puro medo do gigantismo das enormes alegrias..." (página 94)

     Eu não esperava que a explicação para a existência da garota replay fosse a que encontrei no final do livro. Tal revelação, que eu aguardava ansiosamente, explicou de forma convincente o motivo de a história parecer ter alguns furos e pontas soltas. Narrado em primeira pessoa e dividido em capítulos curtos, "Garota Replay" é um livro infanto-juvenil, e para esse público a história funciona bem.

     "A gente escolhe o que a gente quer e o mundo se encarrega de realizar. Até a mais difícil das conquistas se realiza." (página 54)

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Contracapa e sinopse Garota Replay, livro, Resenha, Tammy Luciano, Novo Conceito

     Gostei da capa do livro, ela representa cenas da história. Sobre a diagramação: letras, margens e espaçamento tem um tamanho bom, as páginas são amareladas.

      Detalhes: 144 páginas, ISBN: 9788581630076, Skoob, site da autora: www.tammyluciano.com.br, fanpage. Onde comprar online: Submarino, Americanas.

     "O mais difícil da vida acontece sem o nosso controle, sem a nossa chance de voltar atrás. Podemos rever o passo das palavras, pedindo desculpas por ofensas ou afirmações mal-educadas. Tentamos e podemos consertar certos erros, mas não podemos reviver um corpo sem vida." (página 88)

     Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha. Alguém aí já leu "Garota Replay"? Ou algum outro livro da Tammy Luciano?



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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Resenha: livro Tamanho Não Importa, Meg Cabot

     Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "Tamanho não importa", escrito pela Meg Cabot e publicado no Brasil pela editora Galera Record.
     Este é o terceiro livro da série Mistérios de Heather Wells (já resenhei o primeiro, "Tamanho 42 não é gorda" e o segundo, "Tamanho 44 também não é gorda").  Em cada um deles, a Heather (que não é detetive nem da polícia, e sim uma ex-cantora pop) tem que desvendar um crime no alojamento estudantil da faculdade onde trabalha. São histórias independentes na parte do mistério, mas no decorrer dos livros, a vida e os relacionamentos da Heather vão se desenvolvendo.

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     Em "Tamanho não importa", Owen Broucho é encontrado morto com um tiro na cabeça em sua sala. Ele é o terceiro chefe de Heather em menos de um ano. É a terceira vez que a Faculdade de Nova York se vê envolvida em um escândalo policial nesse curto espaço de tempo.

     "E quando é que você ia me contar que o seu chefe levou um tiro na cabeça ontem, Heather? Isso é ridículo. Quanto tempo mais você pretende ficar trabalhando nessa armadilha mortal? Não é possível que você tenha perdido mais um chefe." (página 200)

     As investigações apontam um dos alunos como o principal suspeito. Para piorar a situação, os alunos que trabalham na faculdade estão em greve. E Heather se vê envolvida mais uma vez nas investigações e no perigo que elas trazem.

     "Basicamente, sou uma mulher morta.
     E por causa de quem? De Owen.
     E eu nem gostava dele!" (página 303)

     Na vida pessoal, Heather está namorando seu professor de Matemática, um cara que gosta de esportes e vida saudável (área em que ela não é muito atuante, daí o título do livro) e seu pai tem planos de fazê-la retomar sua carreira musical.
     Cooper, o lindo detetive particular que deu abrigo a Heather quando ela perdeu tudo, parece estar ainda mais preocupado com a segurança dela e a relação entre eles finalmente evolui no final do livro. Eu esperava que a evolução desse relacionamento fosse mais desenvolvida, ficou faltando um algo a mais (talvez se o livro fosse em terceira e não em primeira pessoa, fosse melhor nesse aspecto).

     "Simplesmente estou feliz demais (...) pelo fato de tudo ter voltado ao normal. E, ainda assim, por não terem voltado ao normal. É um normal novo... o melhor normal novo que poderia existir." (página 330)

     No 1° livro da série, o que se destacou para mim foi a parte do mistério, de tentar resolver o crime; no 2°, os sentimentos e as relações humanas foram mais trabalhadas (amei "Tamanho 44 também não é gorda", o que me deixou com expectativas altíssimas para o terceiro) e o 3° destacou a parte do humor. Dos três livros, achei a resolução do crime desse último a mais fraca e previsível.

     "- O que você disse, Patty? digo, fazendo barulhos de interferência com a boca. - Estou perdendo o sinal.
     - Heather, eu sei que é você que está fazendo esses barulhos. Não parece estática, nem de longe. Quando você voltar, nós vamos nos sentar para ter uma conversa." (página 206)

     Infelizmente, o livro tem erros de revisão que me incomodaram bastante e atrapalharam a leitura. Não sei se foi falha da tradução ou da própria autora, mas alguns trechos e sequências ficaram um pouco difíceis de entender, parecia que faltava uma palavra.

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     Quanto a diagramação e a capa, seguem o padrão dos livros anteriores: letras grandes, espaçamento e margens bons, folhas brancas. Um livro com 334 páginas que pode ser lido rapidamente, divertido, com ação e romance.

     Detalhes: 334 páginas, ISBN: 9788501082732, Skoob. Onde comprar online: Submarino, Americanas.

     "A noite caiu. O clima está quente, de modo que os desajustados de sempre estão circulando pela área: patinadores, tocadores de bongô, moradores de rua com seus (por que eles sempre têm cachorros?), jovens casais apaixonados, traficantes de drogas, os senhores de idade briguentos na roda do xadrez." (página 287)

     Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha. Alguém aí já leu esse livro? E os outros da série? Alguém arrisca um palpite de quem matou Owen Broucho?



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