quinta-feira, 28 de abril de 2016

Resenha: conto "Morella", Edgar Alan Poe #12MESESDEPOE

 Olá pessoal, tudo bem? Hoje trago a resenha do quarto conto do desafio literário #12MesesdePoe, a leitura escolhida para abril foi "Morella".

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Skoob
 Ele é narrado por um homem que se casou com uma mulher a quem não amava, embora sentisse certa afeição por ela. Seu nome era Morella, e ela se interessava por leituras diferentes, estranhas, que compartilhava com o marido e que acabavam interferindo em seu jeito de se expressar. Com o tempo, surgiram, no narrador, sentimentos ambíguos: ao mesmo tempo em que ele gostava dela e de seu jeito, ele quase a odiava e queria se ver livro da esposa. Não quero falar mais para não dar spoiler, mas o fato é que Morella marcaria sua vida para sempre.

 Eu li o conto duas vezes, e nesse post trago a minha interpretação sobre ele, a forma como eu vi a relação entre o narrador e Morella, que pode ser diferente da interpretação que outras pessoas tenham. Pude perceber um ar trágico, sombrio e melancólico na obra. O conto tem uma linguagem bem rebuscada (afinal, foi publicado em 1835), e não consigo dizer que gostei dele ou apontar um motivo para não ter gostado; não fui tocada, cativada, fiquei indiferente ao que li (talvez se houvessem mais páginas para desenvolver melhor a história), de forma que ainda não virei fã do autor.

 Um trecho:

 "A erudição de Morela era profunda. Asseguro que seus talentos não eram de ordem comum, sua força de espírito era gigantesca. Senti-a e, em muitos assuntos, tornei-me seu aluno. Logo, porque verifiquei que, talvez por causa de sua educação, feita em Presburgo, ela me apresentava numerosos desses escritos místicos que usualmente são considerados como o simples sedimento da primitiva literatura germânica. Por motivos que eu não podia imaginar eram essas obras o seu estudo favorito e constante. E o fato que, com o correr do tempo, se tornassem elas também o meu pode ser atribuído à simples mas eficaz influência do costume do exemplo."

 Enfim, é isso. Alguém aí também está participando do desafio ou já leu o conto? Para o mês que vem leremos "Revelação Mesmeriana".


Até o próximo post!
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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Resenha: livro "Arco de virar réu", Antonio Cestaro

 Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "Arco de virar réu", escrito pelo Antonio Cestaro e publicado pelo selo Tordesilhas da Editora Alaúde em 2016.

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 Eu recebi um e-mail da Editora Alaúde apresentando a obra e perguntando se eu gostaria de lê-la e resenhá-la. Aceitei, pois queria ler algo da editora e a capa, que sugeria a presença de elementos indígenas na trama, me chamou a atenção (li recentemente um outro livro com temática indígena, "Na esquina do mundo", e queria mais leituras com o tema). Para mim, "Arco de virar réu" é um livro bem difícil de resenhar, pois é daquele tipo de obra onde a interpretação do leitor faz toda a diferença, mas tentarei fazer o meu melhor.

 "Tudo parecia se encaixar aos poucos na normalidade, à exceção do Pedro, que gradativamente se tornava mais reservado, arredio, cada vez menos disposto às atividades que incluíssem pessoas e espaços livres." (página 20)

 A história é narrada em primeira pessoa, pelo protagonista a quem chamarei de Bristol. Ele tem um irmão mais novo chamado Pedro, que tem problemas mentais e fala constantemente sobre operações militares, soldados e guerras. Bristol tenta encontrar nas falas de Pedro alguma coisa que tenha conexão com a realidade, e talvez seja isso que lhe custe um alto preço, o preço da sua sanidade. O protagonista, que trabalha com pesquisas sobre a cultura indígena, passa a ter pesadelos constantes, que vão evoluindo cada vez mais até o desfecho.

 "O Pedro não se dava conta de que, ao assumir aquele comportamento, estava se desarmando para a batalha de uma guerra que poderia durar por toda uma vida." (página 20)

 Na maioria das vezes, eu não gosto de livros que não sejam totalmente claros ou que sejam narrados por um personagem insano, mas mesmo com uma linguagem um pouco mais elaborada (Antonio Cestaro conseguiu evitar ultrapassar uma tênue linha que poderia ter tornado seu texto enfadonho, algo que nem todo autor consegue) e não revelando os acontecimentos em sua totalidade, eu gostei de "Arco de virar réu". Consegui sentir empatia pelo protagonista, fui tocada pelo que lhe acontecia e pelo que ele sentia, gostei da forma como a história foi dividida em quatro partes, permitindo ao leitor acompanhar a degradação mental do personagem.

 "Histórias distintas em mundos diversos, conflagrações que usam de forma oportunista os meus temores e os sobrepõe aos desvarios do Pedro. Que me fazem pagar por mim e por ele um preço para além da minha resistência." (página 67)

 Na contracapa, há uma informação que eu não consegui identificar na leitura, mas que talvez em uma releitura me fique mais clara e me faça compreender melhor a relação do narrador com um determinado personagem, assim fica a sugestão para que se leia a contracapa antes de começar a leitura da obra.

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 Sobre a parte visual: quando tive o livro em mãos, fiquei pensando que a capa estava suja, e acho que se tivesse visto ele em uma livraria, acharia o mesmo e acabaria não o comprando. Foi uma escolha ousada da editora, mas que certamente já chamaria a atenção para a obra. Eu gostei da escolha das fontes e das cores, desse tom forte laranja que também está no interior da capa. As páginas são amareladas, as margens, a letra e o espaçamento são grandes, e a obra está muito bem revisada.

 Enfim, "Arco de virar réu" é uma indicação para quem gosta de histórias que falem sobre (in)sanidade e para quem procura uma leitura (que pode ser) rápida. Agradeço a editora Alaúde por ter disponibilizado o livro para resenha. Por hoje é só, espero que tenham gostado. Me contem: já conheciam a obra? O que acharam da capa?

 "Sei que pertenço ao outro mundo, aquele onde um travesseiro apoia a minha cabeça,  mas não estou totalmente seguro. Sou um pacote de incertezas transitando entre o subconsciente e uma realidade que, para ser razoável, não tenho clareza se é tão real." (página 70)

 Detalhes: 152 páginas, ISBN-13: 9788584190355, Skoobcurta a Tordesilhas no Facebook, confira uma entrevista com o autor no Youtube ou no Facebook. Onde comprar online: Saraivaloja da editora.


Até o próximo post!
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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Resenha: livro "Quando a selva sussurra"

Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "Quando a selva sussurra - contos amazônicos", publicado pela Editora Selo Lendari em 2015, reunindo 22 contos baseados em lendas amazônicas, contando com 15 autores (sendo 13 de Manaus e 2 de São Paulo).

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 No livro, várias lendas da Amazônia são citadas, alguns contos falam sobre o surgimento desses seres lendários, outros falam de suas aparições, do embate entre lenda e homens, e algo que pude perceber em alguns textos foi a ideia de que talvez, nós, humanos, estejamos nos tornando mais perigosos e mais cruéis do que as temidas lendas.

 "Os monstros da mata não conseguiriam competir com os homens da cidade." (página 13, "Mapinguari Urbano", Alcides Saggioro Neto)

 Acho que a lenda do boto é uma bem conhecida, com a história dos homens sedutores que surgiam de noite, conquistavam as moças e depois sumiam, deixando mulheres grávidas e filhos sem pai. O conto "Filhos de boto", da Patrícia Ferreira, me fez pensar como essa lenda pode ter sido usada para mascarar a cruel verdade sobre a paternidade dessas crianças, seria melhor dizer que uma criatura sobrenatural era a responsável.

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 Confesso que esperava algo mais leve, mais mágico, contos mais felizes (como algumas dessas lendas me foram apresentadas na época em que, todo ano, fazia trabalhos sobre o folclore na escola), porém, "Quando a selva sussurra" tem um estilo mais sombrio e pesado, com desfechos mais trágicos, e mesmo assim, interessantes.

 "A promessa de Boró era que ela sempre estaria na escuridão para iluminar o caminho de Curó, e que ele, tal como ela, não precisaria mais temer a noite." (página 96, "A índia que não temia a noite", onde Mário Bentes que fala sobre o surgimento da Lua)

 "Daniela suspirou, decepcionada. Esperava respostas coerentes e não um roteiro de conto folclórico. Ficou imaginando como explicaria ao chefe que o Curupira era o principal suspeito do crime." (página 118, "Os mistérios dos corpos rasgados", o texto de Andrés Pascal, que tem uma narrativa super ágil)

 Eu ainda não conhecia algumas lendas, como a da Matinta Perera (velha que se transforma em ave agourenta e insistente ao desejar algo) abordada em "Suindara Maldita" do Raphael Alves (onde Rui escutava histórias sobre ela quando era criança, mas não imaginava que a encontraria no futuro, muito menos que conviveria com ela) e "A Casa 26" de Rossember Freitas (um dos meus preferidos, que fala sobre Viviane e sua avó, que se mudaram para uma casa assombrada, só o fato de ela estar próxima ao cemitério já poderia ser um indício disso, mas ainda tinha um gato estranhíssimo lá). A palavra "anhangá" não me era estranha, e foi interessante vê-lo no conto "A longa noite de Antônio Félix", onde Maria Santino fala sobre Félix, um caçador valentão que, certa noite, pagou o preço por suas maldades. Os contos sobre as Amazonas também foram interessantes para mim.

 "Não sei o que mais me enfeitiçou: o caldo ou seus olhos..." (página 110, "Olhos de Icamiabas", Attaíde Marttins)

 A degradação e a preservação da natureza também são temas de alguns textos.

 "Não há como deter o processo evolutivo, os homens ainda não compreenderam isso, jamais entenderam que eles é que são os estrangeiros, alienígenas, os corpos estranhos em um mundo perfeito. Eles é que são os detratores da beleza, os massacradores de vida... mas é natural tudo ter um fim! Faz parte da vida caminhar para a morte." (página 143, "Lauaretê", Virgínia Allan)

 Enfim, não é possível falar sobre cada conto separadamente, pois o post ficaria enorme, mas espero ter conseguido passar um pouco da essência da obra. "Quando a selva sussurra" não se tornou um favorito como os dois últimos livros do gênero que eu li ("Eu me ofereço" e "Respeite o medo"), mas eu gostei bastante dele. Não sei como foi definida a ordem em que os contos foram colocados na obra, mais acho que se eles tivessem sido colocados de forma que os que falam sobre o surgimento de certo mito viessem primeiro, talvez ficaria mais fácil para leitores que, como eu, ainda não conhecessem aquela lenda, pudessem se situar; ou então, se o livro fosse dividido por temas (por exemplo: todos os textos sobre o Curupira juntos), talvez fosse uma boa ideia. Senti falta de saber um pouquinho sobre os autores também; nas antologias da Editora Illuminare, por exemplo, no final do livro há uma pequena biografia sobre cada autor, poucas linhas, mas que já nos ajudam a ter uma noção sobre quem escreveu determinado conto.

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"O pescador solitário", Emerson Quaresma

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"O porão do Ataíde", Emerson Quaresma

 Sobre a parte visual: a edição está ótima! A capa é bonita e condizente com a obra, as páginas são amareladas, as margens, o espaçamento e as letras tem um bom tamanho, a primeira linha de cada conto tem uma fonte diferente, e cada conto tem uma ilustração, foi até difícil escolher só algumas para mostrar no post, pois todas são muito bonitas.

 Detalhes: 184 páginas, ISBN-13: 9788569243007, Skoob (minha nota: 4/5)página no Facebook. Onde compra online: e-book na Amazon.

 Por hoje é só, espero que vocês tenham gostado da resenha. Fica a indicação de leitura para quem gosta de literatura nacional voltada para o nosso folclore, uma área que ainda tem bastante potencial para ser explorado em nossa literatura. Me contem: alguém aí já conhecia a obra ou alguma das lendas citadas?

 Deixo o convite para que vocês visitem o site da editora: www.lendari.com.br e para que passem a acompanhá-la no Facebook (caso ainda não acompanhem). Quem acompanha o blog já deve saber, mas para quem ainda não sabe, a editora está com uma campanha de financiamento coletivo para lançar três livros na Bienal de São Paulo, ela é a única do Amazonas que estará no evento, a campanha já está na reta final e quem quiser contribuir (e ganhar alguns brindes em troca) é só clicar aqui. Ressalto também que a editora está recebendo textos para sua nova antologia, "O último Gargalo de Gaia: distopias, steampunk e dias finais" (que tem uma capa linda!) até 31 de maio, para saber mais é só clicar aqui.

Até o próximo post!


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sexta-feira, 22 de abril de 2016

Lançamentos Petit Editora

 Olá pessoal, tudo bem? No post de hoje venho mostrar dois lançamentos da Petit Editora, parceria do blog:

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Família, somos todos espíritos

Manolo Quesada

Sinopse: É comum ouvirmos a frase: “família não se escolhe; amigos, sim!”. Na contramão desse senso comum, Manolo Quesada nos mostra em Família, somos todos espíritos que entes familiares são fundamentais para nosso crescimento intelectual, espiritual e moral, e a eles devemos dedicar nossa atenção e respeito. Considerando que a família carnal é filtro para o encontro de uma maior e mais harmonizada – a espiritual –, o autor nos lembra de como é importante nos harmonizarmos agora, enquanto estamos juntos, encarnados. Existe, então, uma regra para solidificar os relacionamentos familiares? Neste livro veremos que sim, e que a única maneira de trilhar esse caminho é pela lei do Amor, tão maravilhosamente ensinada por Jesus e que ultrapassou a barreira do tempo e das civilizações.

 Este livro nasceu da necessidade de mostrar maneiras simples e práticas de como viver bem em família. De acordo com Manolo Quesada, pequenas ações podem mudar o clima e o comportamento entre os familiares. Por meio de sugestões simples, o autor nos ajuda a solucionar problemas que, no calor de uma discussão, não conseguimos resolver. Ele sugere táticas para facilitar a compreensão e dá dicas práticas de como lidar com questões como namoro, casamento, relação entre pais e filhos, crianças prodígios, e até diante do sofrimento e da dor. Segundo o autor, os filhos merecem atenção especial, pois vieram à família após passar por processo de grande preparação. Ele também alerta os pais sobre a mediunidade das crianças, para que possam entender que esse dom não é doença, e faz uma importante abordagem sobre o papel da dor em nossas existências corporais e na evolução do espírito. E, fundamentalmente, mostra-nos que comportamentos relacionados ao amor, conforme são descritos na Carta de Paulo aos Coríntios, como paciência, gentileza, humildade, respeito, altruísmo, honestidade, compromisso e perdão, leva-nos ao caminho da evolução espiritual. “Toda a mudança que queremos ver no mundo tem que, em primeiro lugar, ser efetivada em nós mesmos”, explica.

 Sobre o autor: Espanhol nascido nas Ilhas Canárias, Manolo Quesada mudou-se para o Brasil em 1954. Iniciou seus estudos sobre a Doutrina Espírita na Seara Bendita, casa que o acolheu e onde ele encontrou equilíbrio e novos objetivos em sua vida. Em duas oportunidades, atuou como diretor nessa instituição, sendo uma na área de assistência e serviço social e outra na área de divulgação. Como palestrante espírita, atividade que exerce há mais de doze anos, Manolo Quesada destaca-se pela jovialidade e alegria com que apresenta suas palestras. Casado com Marli, é pai de seis filhos e avô de quatro netas. Para conhecer melhor seu trabalho e também convidá-lo para eventos e palestras, visite: manoloquesada.blogspot.com.br .


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Um novo dia para amar

Célia Xavier de Camargo
Paulo Hertz (Espírito)

Sinopse: Valéria é diretora de uma escola e adora trabalhar com crianças. Porém, ela começa a se deparar com situações as mais estranhas possíveis: alguns alunos, de repente, começam a falar sobre assuntos incomuns, como se tivessem vivido em outras épocas e conhecido pessoas do passado. Outros têm reações agressivas e provocam conflitos entre os colegas. É nesse pano de fundo que Paulo Hertz, o autor espiritual deste romance, relata de forma simples as mudanças comportamentais das crianças e mostra por que apenas conhecimentos pedagógicos e psicológicos nos dias de hoje não são suficientes para ajudá-las.

 O autor espiritual, Paulo Hertz, nos traz uma abordagem diferente sobre a questão educacional atual. Tema de suma importância nos dias de hoje, Um novo dia para amar, psicografia de Célia Xavier de Camargo, trata sobre os comportamentos “diferentes” dos alunos, motivados, na realidade, por questões de envolvimento espiritual - cujo assunto até então a diretora da escola ignorava totalmente. Esta é uma história indispensável àqueles que lidam com crianças e adolescentes e buscam conhecimento sobre a imortalidade da alma e a possibilidade de comunicação de encarnados e desencarnados.

 Sobre a autora: Nascida em família espírita na cidade de Gália, Estado de São Paulo, formou- se em Direito e é médium e oradora. Residiu por muitos anos na cidade de Marília (SP), onde participou ativamente do movimento espírita. Em 1965, casou- se com Joaquim Norberto de Camargo, com quem teve quatro filhos. Em julho de 1974, mudou- se com a família para Rolândia (PR), onde são colaboradores da Sociedade Espírita Maria de Nazaré e do Lar Infantil João Leão Pitta, creche fundada pelo casal. Iniciou seus trabalhos de psicografia em 1980, atividade à qual se dedica com assiduidade. Atualmente tem mais de 25 livros produzidos. 

Os lançamentos podem ser adquiridos no site: www.petit.com.br.

 Espero que tenham gostado do post de hoje. Me contem o que acharam dos livros.

 * Tem dois livros muito bons sendo sorteados no blog, clique nos títulos e participe dos sorteios:

Até o próximo post!
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quarta-feira, 20 de abril de 2016

Resenha: livro "Diário de uma bicicleta", Fabrício Maurício (por Isaac Zedecc)

Sinopse: O livro ajudará o leitor a compreender as suas batalhas e não desistir. Além de trazer lições de como apreciar até mesmo a sua queda. Nesta vida, tudo é parte de um aprendizado maior e Diário de uma bicicleta carrega essa mensagem em cada uma de suas linhas.
Com uma narrativa dinâmica e envolvente, que mistura realidade e fantasia, cada capítulo é independente. Podendo ser lido em sequência ou de acordo com o sentimento diário do leitor.
A leitura faz com que o leitor foque na batalha interior que travamos todos os dias entre querer e realmente fazer, o que nos impede e nos mantém distante de nossos objetivos reais.
A cada “passeio de bicicleta” torne-se responsável por sua vida e fortaleça sua autoestima, treinando-se para vencer e saber lidar com suas perdas.






 Pela segunda vez, resolvi-me aventurar no gênero Autoajuda, o qual eu tenho certo distanciamento e preconceito, e novamente o gênero me surpreendeu. No ano de 2014, li o livro “Mulheres Guerreiras” da Fátima Rosalina como minha primeira experiência no gênero... Acabei amando o livro e o mesmo se tornou o melhor do ano. Novamente, me aventurei na leitura de “Diário de uma bicicleta” e novamente me surpreendi, o livro conseguiu me cativar e acabou sendo uma da,s melhores leituras.  

 “Só pode alcançar o equilíbrio, aquele que está em movimento.”

 Vamos lá! O livro não tem uma história em si para contar, mas em 300 páginas mostra lições de vida de Nanci e sua bicicleta por lugares inspiradores. O livro se destaca pelo fato de podermos extrair lições de coisas que para nós são tão simples, como a descoberta de uma nova cachoeira na região. 

“(...) as sensações e paixões imateriais, independente de qualquer que sejam nossas crenças, vão estar sempre em algum lugar, em mim ou em você, e se formos determinados o bastante, eternizará ainda por muitas gerações!”

Um livro para ler em 30 dias, pois são 30 capítulos com historias e fatos diferentes. Ações que não sabemos ser verdadeiras ou falsas, mas temos certeza da carga emocional e verdadeira que cada uma delas contém. 

“Se fantasia ou realidade é menos importante. O que vale é saber que estou aprendendo. Especialmente aprendendo a aprender melhor!”

 Enfim, Nanci traz muitas histórias inspiradoras, e o livro cumpre o seu papel de direcionar o leitor há uma trilha, e deixar com ele a decisão de segui-la ou não.  A edição está fantástica, com imagens no inicio de cada capitulo, o livro com as folhas em forma de diário e a capa está maravilhosa.

 Espero que tenham gostado :) 
Postado originalmente aqui.


segunda-feira, 18 de abril de 2016

Resenha: livro "A História Esquecida da Hospedaria na Estrada", C. A. Saltoris

 Olá pessoal, tudo bem? O livro da resenha de hoje é "A História Esquecida da Hospedaria na Estrada", escrito pela C. A. Saltoris e publicado em 2015 (segundo o site da editora, e em 2014 segundo o Skoob) pela Chiado Editora.

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 O livro é narrado em primeira pessoa pelo Tempo. Sim, pelo deus Chronos! Ele se apaixonou por uma fada e para ficar perto dela, passou a viver no corpo humano de um adolescente, adotando o nome de Christopher. A fada não era uma fada qualquer, era Linumê, uma fada da morte, que podia matar com seu beijo. Ela tinha uma missão importante: atrair pessoas com sonhos mortos (sonhos não realizados) para a sua suposta hospedaria, e usar a energia desses sonhos para sustentar o mundo das fadas. Quem entrava na hospedaria, nunca mais saía.

 "E este momento eu preciso descrever: ao sentir seu toque, todo o meu ser entrou em chamas, eu tive a sensação de morrer e renascer mil vezes, no segundo em que sua pele entrou em contato com a minha, E eu não tive mais forças ou era dono de mim." (Chronos sobre Linumê, página 112)

 Certa noite, um rapaz chamado Mathew foi parar nessa hospedaria, mas algo diferente aconteceu: Linumê não quis aprisioná-lo imediatamente, pela primeira vez ela sentiu alguma coisa, algum sentimento novo, e quis descobrir o que era. Mas o que a hesitação da fada em fazer logo o que deveria fazer acarretaria para a hospedaria e para o mundo das fadas? Quais consequências isso teria? Será que uma fada da morte era capaz de amar? E Mathew, corresponderia ao sentimento? E Chronos, que nunca foi mais que um amigo para a fada, como lidaria com esse concorrente?

 "Sim, eu sou um deus. Mas um deus que se abrigava em carne, com um coração humano que doía, e doía porque eu sabia exatamente o que lhe estava acontecendo. Com todos os milênios que eu carrego nas costas, foram incontáveis os amantes que eu pude contemplar. Eu acompanhei-os no primeiro olhar, no primeiro sorriso, no primeiro beijo, em sua relação, em sua separação. Eu conhecia todos seus sentimentos, pensamentos e dores, mas acima de tudo, eu era capaz de reconhecer o momento exato em que um amor nascia, porque aquele era sempre o mais bonito. E eu senti o balde invisível de água fria que me foi jogado na cabeça, que congelava o sangue nas minhas veias, quando eu percebi que Linumê acreditava-se enferma porque se apaixonara por Mathew, imediatamente." (página 112)

 Eu li uma resenha bem positiva sobre "A História Esquecida da Hospedaria na Estrada" e fiquei com muita vontade de ler o livro, parecia ser uma história para devorar em pouco tempo, para virar favorita, mas não foi bem isso o que aconteceu. Talvez minhas expectativas fossem altas demais. Eu dei 4 de 5 estrelas em minha avaliação no Skoob, pois pela premissa "A História Esquecida da Hospedaria na Estrada" não merecia só 3 estrelas, mas foi um 4 com gosto de decepção, já que eu comecei a leitura esperando um 5 e um favorito.

 O começo é bom, assim como os capítulos finais e o desfecho, mas a leitura fluía vagarosamente no desenvolvimento. Quando terminei, senti falta de ter explicações mais claras sobre a estrutura do mundo de seres como a Linumê (motivo pelo qual não consigo falar sobre ele na resenha), senti falta de conhecê-la melhor, de conhecer melhor também o Mathew e os personagens secundários como a Arabiella. Foi como se eu não tivesse conseguido me conectar com eles. Algumas questões também não ficaram muito claras para mim, e mesmo o livro tendo mais de 300 páginas, foi como se algumas coisas tivessem ficado faltando. Acho que se frases como "Seu olhar de pânico, a fada não pode esconder" tivessem sido colocadas de forma mais direta (A fada não pode esconder seu olhar de pânico), a leitura teria ficado mais fluida e sido mais rápida.

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sobre a autora

 Sobre a parte visual: a capa sombria é condizente com a trama, as páginas são amareladas, as margens, letras e espaçamento tem bom tamanho, e a revisão poderia estar melhor.

 "- Chorar mata? - ela perguntou, como uma garotinha.
- Nem sempre. Muitas vezes, salva." (página 262)

 Enfim, "A História Esquecida da Hospedaria na Estrada" é um livro com altos e baixos, tem uma premissa super interessante (especialmente para quem gosta de romances sobrenaturais e dark fantasy) e diferente, assim como seu narrador, mas que poderia ter sido melhor explorada (assim como seus personagens) na minha opinião.

 "E, por favor, não se perguntem o porquê de eu não ter evitado determinadas situações, pois eu sou o Tempo, logo, o responsável pela cicatrização das suas feridas e não aquele que lhes preserva delas. A cada deus, a sua função!" (página 22)

 Detalhes: 352 páginas, ISBN-13: 9789895122585, página no Facebook. Onde comprar online: com a própria autora na página do Facebook ou no site da editora

 Por hoje é só, espero que tenham gostado do post. Me contem: já conheciam o livro? Já leram algo com um narrador inusitado (tem "A menina que roubava livros" que é narrado pela Morte)? Já pegaram um livro com muita expectativa por causa de uma resenha?


Até o próximo post!
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domingo, 17 de abril de 2016

Sorteio literário de abril: 4 kits de livros e brindes


Gosta de literatura? É viciado em livros? Então não perca tempo. Vários blogs bem legais se juntaram para presentar você, nosso leitor. Serão quatro ganhadores que levarão para casa vários prêmios!

Fique atento às regras. Qualquer descumprimento desclassificará o ganhador!

Regras/informações importantes:

-Sempre que surgir a opção "Visitar página" não esqueça que é OBRIGATÓRIO curtir. Só dar uma olhada não vale!

-Se compartilhar a imagem do sorteio no facebook não esqueça que tem que ser em modo PÚBLICO!
-O não preenchimento correto do formulário acarretará em desclassificação do ganhador.
-O sorteio é válido apenas para quem tem endereço de entrega no Brasil.
-O resultado sairá neste mesmo post em até 10 dias após o término do sorteio.
-O ganhador deverá responder ao e-mail enviado com as informações solicitadas em no máximo 3 dias.
-Cada blog fica responsável pelo envio exclusivamente do prêmio cedido.
-Não nos responsabilizamos por problemas ocasionados pelos Correios.
-Caso o prêmio volte ao blogueiro, este não será reenviado.
-Os prêmios serão enviados em até 60 dias após o recebimento dos dados do ganhador.






a Rafflecopter giveaway



Boa sorte!


 -  Participem também do sorteio do livro "Respeite o medo", é só clicar aqui. E do sorteio valendo o livro lindo "Filha da Floresta", cliquem aqui.

Até o próximo post!


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